16.12.2019

Desafios que nos fazem crescer

Sabemos da carência de obras no setor de Infraestrutura para o desenvolvimento de nosso país, principalmente nos últimos 4 anos, mesmo em um cenário de menor volume de obras de Infraestrutura estamos preparados para superar grandes desafios. Nestes momentos torna-se muito importante estimular, valorizar e desafiar nossas equipes.

Fortalecer e integrar parcerias e partes interessadas em desenvolver importantes e desafiadores projetos da Engenharia Nacional, é também nosso papel fornecer Soluções de Engenharia e Equipamentos que realmente venham agregar valor aos projetos de nossos clientes com segurança, criatividade e economia.

Para materializar nossa abordagem à frente desses desafios gostaria de falar um pouco mais sobre um importante case que se destaca no momento atual, a Construção da Ponte sobre o Rio Guaíba.

Foi muito importante logo nos primeiros estudos observar as características da obra e entender as necessidades do empreendimento, com uma extensão de 12,3 quilômetros e com um total de 7,3 quilômetros em Obras de Artes Especiais (OAE), como viadutos e uma ponte sobre os canais navegáveis, atenção especial ao meio ambiente, pelo fato da obra atravessar uma Unidade de Conservação Ambiental, o Parque Estadual Delta do Jacuí, fez com que percebêssemos logo de início que teríamos um estudo bastante particular e especial.

Iniciamos a fase da viabilidade técnica com grande integração e alinhamento junto ao cliente, a Construtora Queiroz Galvão e o projetista (EGT Projetos) desenvolvendo em conjunto soluções para as mais complexas situações, buscando sempre superar as expectativas.

A Mills Solaris participou de toda a obra desde o início com soluções inovadoras que aumentaram a produtividade, na fase de execução dos pilares sobre a água, o uso de Plataformas com sistema em Cremalheira, eliminou a necessidade de gruas e possibilitou a utilização do sistema de formas em alumínio handset (ALU-L), leves e versáteis não necessitando a utilização de mísulas trepantes e/ou sistemas deslizantes (vide imagem 2).

Na fase de execução do tabuleiro principal, no trecho sobre o Rio Guaíba em balanços sucessivos, utilizamos os carros Içadores de Aduelas Mills Solaris, que possuem a tecnologia única no Brasil de elevação, através de guinchos acionados por motores elétricos, capazes de suspender as aduelas de até 120 toneladas, alturas de 55 metros, em aproximadamente 45 minutos de elevação. Sendo muito mais rápidos e seguros, quando comparado aos sistemas anteriores à esta tecnologia.

As aduelas pré-moldadas foram fabricadas em um pátio industrial e transportadas por balsas com apoio de rebocadores até o local de içamento e içadas através do Içador de Aduelas Mills Solaris, após serem posicionadas são solidarizadas à aduela anterior. Para atingirmos o ciclo de 5 dias para execução de cada par de aduelas, foi fundamental um forte planejamento da Construtora Queiroz Galvão em conjunto com a Mills Solaris e todas as frentes de atividades necessárias a cada ciclo.

Com o auxilio de 4 Carros Içadores de Aduelas Mills Solaris, que contam também com um avançado sistema de segurança, garantindo o içamento com sucesso de todas as 154 aduelas.

Mais uma complexidade técnica do projeto, foi a assimetria existente na superestrutura dos apoios de extremidade AP3 e AP6 do trecho em balanços sucessivos. Por este motivo não era possível continuar içando aduelas, sem antes proporcionar equilíbrio ao sistema através da construção de um pilar provisório (para cada apoio), que suportasse cargas variáveis de aproximadamente 800 toneladas. A solução que se tornou viável, foi desenvolvida através de uma grande torre provisória metálica com o equipamento SM (Sistema Modular) da Mills Solaris.

Outra solução/equipamento utilizado na Ponte de Guaíba foi o lançamento das vigas pré-moldadas com o equipamento Treliça Lançadeira 140/45 (Aspen), intitulado por conta de seus limites máximos de capacidade para as operações de lançamento:

-Vão máximo entre apoios: 45 metros; -Peso máximo da viga pré-moldada: 140 toneladas; -Lançamentos em Pontes e Viadutos com curvas verticais e horizontais; -Rampa máxima da declividade para a operação: 6%; -Raio de curvatura mínimo de 400 metros.

Existem fatores e condições que podem facilitar ou dificultar a operação, e neste caso tivemos situações atípicas de acesso, traçado e elevações, necessitando uma equipe dedicada e um trabalho muito próximo ao cliente, para viabilizarmos soluções que superassem os obstáculos geométricos do projeto.

Um grande desafio como este, se traduz em vários desafios diários para as pessoas que estão de alguma forma dedicadas ao projeto, por isso gostaria de deixar muitos agradecimentos.

Apenas com relações construídas com uma sólida confiança e capacitação é possível juntos atingirmos nossos objetivos em um projeto desta envergadura, a nossa parceria com a equipe da Construtora Queiroz Galvão, EGT Projetos, aos nossos colaboradores das áreas de Logística, Operações, Comercial, Projetos, Engenharia e também a toda a equipe de BackOffice, sem todo o nosso alinhamento e o esforço de cada pessoa não conseguiríamos alcançar este resultado.

Uma longa e vitoriosa trajetória é escrita através de capítulos como estes, nossa equipe tem orgulho e gratidão por participar de mais este importante projeto.

Muito obrigado e contem conosco para os próximos desafios.

Um grande abraço!

Ricardo Gusmão

Fontes:

Fotos da obra: Colaboradores Mills Solaris e Cliente.

Informações gerais da obra http://pontedoguaiba.com.br/site/

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